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29 de Março de 2020

O que diz a teoria da síntese do universo nos seres vivos

Compreender seres vivos é indispensável a justiça, assim a leitura deste artigo é de extrema importância para o mundo jurídico

Geraldo Júnior, Administrador
Publicado por Geraldo Júnior
mês passado

RESUMO

Há culturas que tratam o sol como Deus, em outras há maior relação com constelações, sendo umas monoteístas e outras politeístas. No cristianismo há grande corrente de defesa de Jesus Cristo sendo Deus. Há outras culturas em que a relação divina é mais relacionada a árvores e toda a natureza. Em contra ponto há correntes que predominam na ciência onde se distancia e não se faz relação com aspectos divinos ou afins. Mas, ocorre que, apesar de todo embate, em muitos aspectos, estas ideias podem ser conciliadas. Para isto e partindo da introspecção podemos contribuir com uma ciência empírica mais abrangente diante da defesa de que há uma síntese do universo em cada ser vivo.


Introdução

Uma característica da vida de grande significância é a capacidade de aprendizado e isto ocorre em todos seres vivos, em processos mais lentos ou mais rápidos, dependendo do ser vivo e/ou das circunstâncias. Este é um fato que precisa ser compreendido, inclusive, para vencer barreiras. As adaptações ocorrem principalmente como aprendizados e estes ocorrem de diversas formas.

A grande questão a ser vencida, neste aspecto, se trata, então, da modificação dos seres vivos ao longo do tempo e assim há contribuições de pensamentos desde evolucionistas até criacionistas, mas as respostas destes, sendo consideradas de formas isoladas, não são totalmente satisfatórias para todas pessoas, dependendo assim, de fé de um lado e de grandes dúvidas a serem respondidas de outro. Estão corretos na essência do que os levam a aceitar como verdade. Mas, para encontrar a verdade de forma mais racional e abrangente é necessário vencer espécies de dogmas dos dois lados. Há questões a serem respondidas dos dois lados.

As religiões que defendem o criacionismo admitem e muito defendem que é necessária a fé e esta nem todos têm e, caso não haja maior pautabilidade na razão, a fé das pessoas pode ser mal usada. Evolucionistas também não são satisfatórios em relação a respostas fundamentais da vida e pode-se dizer que em alguns aspectos erram, pois mesmo não conseguindo atender necessidades legítimas que as crenças atendem, mesmo assim, muitos as atacam a ponto de quererem suas extinções (não todos, mas alguns membros). E isto sem realmente entenderem o porquê das crenças em seus aspectos mais profundos e sem também realmente explicarem a complexidade dos seres vivos em questões mais profundas. As três questões fundamentais, inclusive, não foram satisfatoriamente respondidas para serem aceitas por pessoas isentas.


O que a introspeção somada ao empirismo permitiu constatar

A vida surgiu no Planeta Terra de forma mais simples e mais desorganizada. Surgiu devido à aleatoriedade em conjunto com fenômenos físicos e químicos. Em seguida a seleção natural teve papel importante, neste inicio da vida, mas em sequência a aleatoriedade e a seleção natural passaram a ser apenas um recurso além de problema para a vida e também mais um problema do que solução (em muitos aspectos), mas este problema não foi ignorado ao longo do tempo e assim passou a ser usado como permanente recurso.

Importante observar que a vida é capaz de criar, nós mesmos somos capazes de criar durante nossa curta vida. Não seria razoável aceitar que somos capazes de criar sem que esta capacidade seja decorrente de, no mínimo, processos criativos.

Neste momento necessário já se faz o tratamento de questões consideradas primordiais da condição humana que são as das perguntas:

De onde eu vim?

Quem eu sou?

Para onde eu vou?

Ou, escrevendo de forma um pouco mais adequada:

De onde viemos?

Quem somos?

Para onde vamos?

A racionalidade exige uma praticidade no tratamento das questões, mas é importante ressaltar que um entendimento racional pode até ter o mesmo efeito que os sentimentos, mas a racionalidade, em grande parte das vezes, não tem todo o poder para convencer como as representações que despertam sentimentos de forma mais eficiente.

Para as três questões apresentadas o que mais nos faz pensar nelas são as questões práticas relacionadas como: o que devemos fazer de nossas vidas e como devemos fazer. As três questões podem ser modificadas para serem mais práticas ou racionais da seguinte forma:

Como vim?

Como sou?

Como vou?

E merecem também ser modificadas para serem mais adequadas a realidade de forma mais ampla (assim como a primeira adequação) sem perder a praticidade:

Como viemos?

Como vamos?

Como iremos?

Saber como viemos é importante principalmente para saber como iremos e sabendo como viemos e como iremos sabemos bem como somos.

Pode-se dizer que a vida tem uma infinidade de propósitos dos mais belos e mais elegantes dentre outras qualidades, mas dizemos isto de forma não muito prática ou mesmo não racional. Importante considerar que a vida podia se extinguir e é bem possível que isto tenha ocorrido até muitas vezes até que a vida conseguisse se manter em nosso mundo e progredir de forma que se manteve e progrediu até os dias de hoje.

Então de início não adianta perceber os propósitos dos mais belos da vida se ela seria extinta antes de poder alcançá-los ou mesmo buscá-los. Assim, a manutenção da vida é tão importante quanto à busca pelos demais propósitos. Pois, se a vida não se mantém, nada adianta outras buscas. Não é difícil perceber ou aceitar que este raciocínio foi absorvido pela vida ao longo do tempo.

Mas, este raciocínio parece errado a primeira vista para os dias atuais e pode remeter a pensamentos egoísticos. Primeiro: é necessário esclarecer que este não é o raciocinio egoísta (apesar de poder ter certa relação), pois se trata da manutenção de toda vida e não apenas de indivíduos ou grupos separados. Segundo: é importante observar que este é um raciocínio meramente prático, muitos podem dar mais valor a este raciocínio do que deva nos dias atuais e chegar a falar que a finalidade da vida é meramente se manter e esta fala não trás a dimensão real dos fatos.

A vida tem infinidades de propósitos, que inclusive podem surgir a todo momento, mas o que o raciocínio prático traz é que é indispensável garantir a

manutenção da vida, pois se não existir vida nenhum outro propósito da vida poderá ser alcançado.

Assim, praticamente todos mecanismos da vida podem ser explicados racionalmente com base neste raciocínio para a manutenção da vida. E desta forma existe o princípio primordial da vida que objetiva justamente manter a existência da vida como um todo.

Por exemplo, o que é chamado de amor de forma ampla, ocorre entre seres vivos, de uma pessoa para outra, de uma pessoa para um animal não humano, planta ou outro ser vivo e vice-versa. Este sentimento obviamente induz a preservar a vida.

O desejo por justiça serve a preservação da vida em diferentes aspectos, desde punir quem não contribui ou atenta contra a vida até a recompensar incentivando quem melhor contribui.

Neste momento pode surgir questionamento sobre o sentimento de pena, sobre a indução a ajudar o mais fraco, o doente, o deficiente, dentre demais. Neste aspecto, ocorre que alguém ajudar outra pessoa com maior necessidade torna a vida como um todo mais forte.

Mas, há outros fatos muito importantes também quanto ao último questionamento como o de dar exemplo correto e passar a mensagem ou informação adequada adiante.

Mais uma vez, como pode se perceber: usando dispositivos racionais é difícil transmitir a dimensão dos fatos para a percepção sentimental das pessoas. Por exemplo, o que mais pesa para a manutenção da vida em relação ao tema da provocação do aborto em dias atuais é justamente o de dar exemplo, de demonstrar o respeito à vida, de mostrar que compreende a grandiosidade da vida (aqui não tratamos de como isto influencia no pensamento religioso, mas está relacionado também). Informação adequada, exemplo adequado, estes são aspectos fundamentais para a preservação da vida.

Por exemplo, uma criança ou mesmo pessoa adulta que observa maus exemplos terá maior tendência a segui-los. E se não se passa adiante os bons exemplos, obviamente eles não serão seguidos.

Há muitos debates envolvendo embriões humanos, mas, muito infelizmente, não se percebe, muitas vezes, que a vida já vem trabalhando a questão a milhões de anos e com boas respostas que carregamos em nossos corpos.

Não há necessidade de respeitar a vida de forma extrema como, por exemplo, poderia ser o de querer que cada gameta não morra e siga o caminho de se tornar humano juntamente com outro gameta. Em nosso organismo já vem esta informação, produzimos muitos gametas para apenas um ou poucos não morrerem sem se unir a outro gameta. Este é o tratamento do próprio corpo para com os gametas, a imensa maioria acaba sendo, de certa forma, descartada sem nenhum sentimento ruim relacionado a isto de forma significativa.

Mas, uma vez havendo a concepção o tratamento muda. Um embrião não é tratado pelo corpo como um bebê já nascido. Mas, também não é tratado como algo que pode ser simplesmente descartado como dois gametas sem concepção. Há todo um esforço do corpo para proteger um embrião, e a vida deste só será menos protegida, se houverem maiores anomalias neste ou se a mãe tiver em maior risco e ainda, dependendo do estágio do desenvolvimento do feto, há organismos humanos que optam pelo feto em detrimento da vida da mãe, ou seja, a própria mãe em seu inconsciente opta pela vida do filho em detrimento de sua própria vida.


Da diferença dos processos naturais

Há três formas principais de seleção natural, seleção natural física, seleção natural biológica não criada e seleção natural criada. Principalmente esta última se difere da seleção natural Darwiana ou Neo - Darwiana. Mas, estas três são reais.


Vale ressaltar que evolucionistas defendem que a seleção natural, sem aspecto criativo algum, somada a mutações meramente aleatórias, resultou na vida como a vemos. Em meus trabalhos não há nenhuma explicação sobrenatural ou mágica ou qualquer coisa do tipo. Mas demonstro que os diversos mecanismos desenvolvidos decorreram de aspectos criativos e inteligentes, estes aspectos podem lembrar explicações sobrenaturais como é comumente utilizado, mas estas fogem a realidade e esta fuga a realidade não é necessária (neste trabalho) e nem muito entendível de forma racional.


Para perceber os aspectos criativos deve-se observar que na vida há enorme complexidade, uma infinidade de aspectos criativos e inteligentes, diante dos conhecimentos aqui apresentados somados ao estado da técnica já existente não é razoável dizer que todos estes resultados sejam decorrentes apenas de aleatoriedade e seleção natural explicitada por Darwin. Mas, em algum período é razoável de se esperar que estes dois aspectos sejam os causadores da vida, ou seja, serviram para iniciar a vida, de forma mais simples e isto depois de muito tempo e decorrente de uma enorme quantidade de eventos físicos e químicos registrados na matéria.


A seleção natural física depois da exterminação natural foi a que mais dificultou o surgimento e manutenção da vida em seu início. A vida iniciava e eventos físicos podiam a exterminar ou selecionar apenas alguns indivíduos, mesmo que menos áptos. Mas, esta seleção natural física na prática só servia para diminuir a chance da vida de se manter, mas graças a uma série de eventos que se seguiram a vida se manteve.

Não há fósseis do ancestral comum que deu origem a toda vida em nosso planeta, mas diante dos fatos, como considerando a probabilidade devido a infinidade de estrelas que conseguimos visualizar ou estimar, infinidade de planetas que já percebemos e mais ainda que se possa presumir que existam, diante ainda do enorme tempo que se passou conforme abundância de provas; é necessário aceitar que ao menos um planeta teve condições de produzir vida desta forma, inclusive, podem ter mais planetas assim, mas no mínimo é necessário aceitar que um, o planeta terra, teve condições de produzir vida a partir de fenômenos naturais apenas físicos e químicos. Ou seja, aceitar que ao menos em um momento, dentro do enorme tempo decorrido, em uma vez, de forma aleatória a vida tenha surgido através dos fenômenos físicos e químicos, neste planeta onde houve grande privilégio para o surgimento da vida.

A vida pode ter surgido de forma simples, mas já no início deve ter tido grande número de informações. Pois, fenômenos químicos e físicos deixam registros, impressões ou rastros por onde acontecem e isto sem a necessidade de já existir vida (vide exemplo de investigações policiais por perícias e demais constantes registros perceptivéis). Estas informações podem ficar separadas, mas ao longo do tempo é natural que haja muitas destas informações juntas ou próximas. Assim atende-se uma grande necessidade para a vida, sendo, inclusive, uma importante característica da vida que é a maior interação entre diferentes informações de diferentes tempos (conforme a própria descrição aqui esclarecida). Possibilitando no surgimento da vida a comparação entre as diversas informações.


Já no primeiro ser vivo a aleatoriedade deixa de ser o único aspecto constituidor da vida. Na primeira fase, as seleções naturais físicas e biológicas (neste caso, predação sem princípios), com exceção da biológica criada, tiveram maior importância contribuitiva em apenas um aspecto em que se segue a sua explicação:


Compreender a necessidade da vida ou porque continuar a viver não é fácil até mesmo nos dias de hoje, mesmo depois de tanto aprendizado e tantos recursos. Hoje chega a ser menos difícil compreender ou sentir a necessidade de continuidade da vida, mas no início, ao menos muitos não perceberam e assim não trabalharam para continuar a viver ou não trabalharam o suficiente e assim estes seres ficaram mais vulneráveis e muitos deixaram de viver e se reproduzir. Assim foram naturalmente selecionados os seres vivos que trabalhavam para continuidade da vida, até mesmo os que não tinham nenhuma compreensão sobre a necessidade de continuar os processos que mantinham a vida.


Em fases seguintes e ainda na primeira espécie são desenvolvidos processos mais complexos. Estes processos mais complexos se referem ao que chamamos de capacidade de criação. Criar parece, muitas vezes, ser algo sobrenatural, mas não é. Os seres vivos ao registrarem diversas informações e ao poderem relacioná-las podem assim fazer previsões. E ao poder relacionar as previsões com demais dados podem concluir por necessidades de mudanças e ainda ao relacionarem estas necessidades de mudanças com os registros, inclusive dos mais longínquos, pode-se criar mecanismos, nunca antes desenvolvidos, para atender a necessidade de mudança ou de novas atuações.

Assim “nasceu” o bem representado pelo nome de “criador”, o ancestral comum a todos seres vivos que criou os primeiros mecanismos para a manutenção da vida, mecanismos estes que foram aperfeiçoados ao longo do tempo, mas que se mantém até os dias de hoje, inclusive, o criador se manteve de diferentes formas e foi se ampliando.


Ao longo de bilhões de anos foram desenvolvidos importantes mecanismos, inclusive, com muito custo, muitas dificuldades, muitos riscos, dentre demais impecílios, mas conseguimos chegar aos dias de hoje.

Compreender nossas essências muitas vezes não é fácil. Alguns instintos são fáceis de perceber e assim a ideia de instinto não traz a dimensão necessária (principalmente por isso existem instintos em forma de sentimentos). Em nossas estruturas biológicas há informações dos tempos dos mais longínquos de nossa existência, mas o acesso a estas informações não é direto, é controlado pelo que Freud chamou de inconsciente. Os organismos precisam estar em condições de acessar informações mais profundas para poder relacioná-las adequadamente e não cometer maiores erros, então há todo um controle a respeito.


Criar algo desde muitos milhões ou mesmo de um bilhão de anos para cá, depende muito mais da informação já presente em cada ser vivo do que as presentes no meio em que vive cada indivíduo.


Quando alguém cria uma boa música, um bom poema, um bom quadro, uma boa teoria ou uma invenção de maior relevância, dentre demais criações adequadas, depende mais das informações registradas em seu DNA do que de demais informações que obteve durante a vida.


Conseguir representar de nova forma um sentimento profundo é o que acontece em grandes obras artísticas, inclusive.


Codificar novas informações no DNA e criar algo descodificando o DNA em aspectos mais relevantes ou profundos pode não ser nada fácil, são processos, muitas vezes, muito demorados ou mesmo impossibilitados pela vivência e conduta de cada pessoa.


Apesar de todas dificuldades que existiram e existem, ocorrem ao longo de toda existência da vida uma enorme quantidade de atos criativos que resultaram na vida como ela é hoje em toda biosfera e ainda na vida como pode ser no futuro. Ocorreram muitas perdas, espécies e ecossistemas inteiros foram extintos, mas a vida conseguiu se manter até os dias atuais.


Como funcionam os princípios da vida

As ações de qualquer ser vivo em dias atuais é resultado de diferentes forças em atuação (força não em sentido sobrenatural). Toda informação armazenada vem com uma mensuração da força que a mesma deve ter.

Em uma célula, independente, os estímulos externos são comparados a demais registros que ocorreram durante a vida e aos registros do DNA que vêm desde o nascimento e a resultante destas diferentes informações induzem a uma ação.

Em nosso cérebro as informações contidas no DNA das células forçam a aceitar ou negar informações que são, por exemplo, pensadas. Por exemplo, se alguém se pergunta se o amor é bom, neste caso pode variar de pessoa para pessoa devido a relação que as pessoas têm com as palavras, mas se a palavra amor, neste contexto, para uma pessoa estiver relacionada ao sentimento que existe entre todos indivíduos da vida que os induzem a preservar a vida e ainda a palavra bom estiver relacionada a acontecimentos que preservem a vida, as forças presentes no DNA induziram a resposta positiva para a pergunta de tal forma que a pessoa não ficará com dúvida.

Um grande problema da vida desde o início e até os dias atuais é a necessidade de prever o que acontecerá. E principalmente para atender situações imprevisíveis a vida criou o mecanismo da diversidade. Inicialmente o mais provável é que tenham surgido seres quase vivos e que estes se uniam a outros seres quase vivos, compartilhando assim conhecimento e mecanismos. Esta união ocorria de forma semelhante à alimentação, mas não sendo alimentação em si, já que o efeito maior era a união tornando-os seres mais áptos. E assim o mais provável é que tenham se unidos todos seres quase vivos que sobreviveram para formar o primeiro ser vivo já complexo e que pode ser chamado de criador primordial.

O mecanismo de reprodução para vida, dentre demais que são muito bem ajustado a nível atômico, com certeza, foi criado posteriormente para tornar a vida mais eficiente.

O criador primordial diante dos registros que continha, inclusive, com quase seres vivos sendo extintos sem poder progredir, percebeu então que devia não só procurar a união, mas devia procurar criar cópias de si para poder garantir a manutenção da vida. E para isto foi criado o mecanismo da reprodução.

Mesmo com a infinidade de registros é difícil e até impossível prever qual forma ou comportamento será apta a sobreviver a diferentes circunstâncias que poderão surgir, para também atender este problema se tem o mecanismo da diversidade. Como não é possível saber qual forma exatamente será mais apta, então o melhor é diversificar-se e assim têm-se maiores garantias para a manutenção da vida.

Com a diversidade foram desenvolvidos diversos mecanismos distintos, surgiram indivíduos distintos, grupos distintos, mas todos mantiveram sempre um elo e os princípios básicos também se mantiveram de forma primordial e foram desenvolvidos diversos mecanismos de comunicação, seja pela química ou física diretamente ou de forma mais sofisticada com mecanismos biológicos, aumentando-se o elo.

Foram desenvolvidos os mecanismos para passar às informações a frente de forma mais sucinta, pois o custo para armazenar a informação era alto, foram desenvolvidos sentimentos e representações como forma de abreviar informações ao mesmo tempo em que possam ter o mesmo efeito e atender a mais diversas necessidades.

Depois devo escrever mais sobre, mas a representação primordial é a que é comumente chamada de Deus. Se pensarmos na grandeza da vida, depois de bilhões de anos, com uma infinidade de espécies e espécimes, pensarmos que a vida, apesar dos riscos, pode ser eterna e que nenhuma espécie consegue exterminar a vida como um todo, inclusive, mesmo em tempos atuais com todas as bombas já produzidas (é pouco provável que mesmo se uma espécie doentemente quisesse exterminar todas vidas, o mais provável é que exterminasse a si e espécies próximas, mas que parte da vida continuaria), então podemos concluir que Deus representando a vida como algo que seja eterno ou que possivelmente seja eterno e indestrutível (ou sendo assim possível), mesmo com olhar científico, é boa representação. Deus que ama a todos e que por necessidade puni tentando recuperar, também é boa representação e, nestes aspectos, também há mecanismos claros para isto. Deus que criou a todos, neste aspecto, há certos entendimentos que podem ser considerados erros, mas no primordial é válida a representação, pois tivemos o primeiro ser vivo que iniciou o processo de criação, assim surgindo o criador, o elo entre toda a vida que permaneceu em demais criações. Desta forma, Deus é uma boa representação, pois resume a grandeza das informações racionais de forma eficiente.

Há diversos fatos racionais que explicam a representação Deus, mas é importante abrir a mente para perceber o que se esclarece, pois há tendência para haver resistência dos dois lados mais opostos, ateus aceitarão mais fácil a explicação dos mecanismos mais podem ter certa dificuldade em aceitar Deus como boa representação. E religiosos entendem mais facilmente a representação Deus, mas terão dificuldade de entender Deus como algo um pouco diferente do apresentado por sua religião. Mas, não há problema em se manter convicções paralelas, o importante para entender o presente trabalho é ter a mente aberta para entender os fatos aqui apresentados. Podendo e sendo de grande importância fazer relação com as convicções que já se tem, pois assim se facilita o entendimento e a produção adequada.

Importante para o momento entender que há um grande elo entre todos seres vivos conhecidos na terra, desde os vírus, as plantas, bactérias, protozoários, algas (que não se enquadrem em demais grupos), falsas bactérias, fungos, humanos e demais animais, dentre outros. Todos seres tendo tendência, apesar da competição, a preservar a vida como um todo e assim todos grupos que convivem juntos se comunicam, muitas vezes parece apenas competição as relações, mas há sempre forças do princípios primordial da vida podendo atuar.


O livre arbítrio científico

O livre arbítrio, propriamente dito, não é algo como apenas concessão, na verdade, é um mecanismo para resolver a necessidade de ação, quando podemos e precisamos usar o chamado livre arbítrio é porque, na verdade, pode não se saber qual escolha é melhor, pode não fazer a diferença entre uma escolha ou outra e então, neste caso, basta escolher aleatoriamente, pode ser que estejam envolvidas diferentes forças em lados opostos, assim pode-se seguir a força maior ou combinar com aleatoriedade ou ainda havendo possibilidade de estudar melhor assim também se fazer.

Mas, claramente há casos que não se resta dúvida quanto à escolha e há casos que tipicamente a pessoa diz não ter escolha por saber exatamente o que fazer, assim o livre arbítrio não é necessário e não seria necessário se sempre ocorresse assim.

Se soubéssemos a todo tempo o que exatamente fazer, o livre arbítrio não existiria, inclusive, para evitar possíveis erros decorrentes desta liberdade. Portanto, o livre arbítrio não existe para que os seres vivos saibam o que fazer, inclusive sentimentalmente, e façam o contrário (apesar disto poder ocorrer devido a falha). Deve servir para viabilizar escolhas imprevisíveis e também para possibilitar diferentes escolhas e, mesmo que uma seja menos provável como correta, um indivíduo pode escolhê-la e assim a vida estará mais protegida, pois com a diversidade de indivíduos pode-se atender praticamente as principais possibilidades para garantia da vida e não é porque é menos provável que não acontece de forma alguma. Nestes casos as escolhas são influenciadas também pela quantidade de seres vivos perceptíveis ao redor de forma direta ou pela memória e sentimentos.


Seleção natural criada

Selecionar se mostrou inevitável ao longo do tempo, seja devido à limitação de recursos, seja pela adversidade e demais fatores como a de controle da própria vida. Desta forma, teve que se desenvolver a seleção natural criada. E, neste aspecto, há muita confusão em aspectos relacionados ao que, na realidade, se pode perceber com clareza no que aqui se descreve.

Seguidores ou aceitadores da Teoria da Evolução Darwiana vêem os fatos da seleção natural criada não como algo criado e sim, meramente, como algo sem valor criativo ou inventivo. Enquanto religiosos vêem os mesmos fatos (não as conclusões) da seleção natural como algo sobrenatural, enquanto na verdade não é, apesar de que a visão sobrenatural pode ter bons efeitos no que se refere a representação.

A sobrevivência de todos os seres vivos em tempos atuais é extremamente controlada pela seleção natural criada. E isto ocorre principalmente no campo individual com cada indivíduo controlando sua sobrevivência, determinado ou influindo em sua própria morte (em alguns seres vivos excepcionais este controle pelo próprio individuo não é perceptível provavelmente por ter menor força ou esta não se manifestar em condições atuais). Este controle ocorre também de forma coletiva com outros seres vivos influindo na vida e morte de outros seres vivos.

Então para entender a seleção natural criada, neste aspecto, é necessário principalmente reconhecer o fato de que o fator determinante a um ser vivo morrer hoje em dia é principalmente o mecanismo criado por seres vivos realmente para provocar a própria morte. As eventualidades são consideradas para que o organismo decida morrer, mas, salvo eventos totalmente excepcionais, são os próprios organismos que decidem morrer de acordo com as circunstâncias que os envolvem.

Importante reforçar, mais uma vez, a necessidade de se ter uma mente aberta para entender e não conferir pesos inadequados as informações. Quando se explica aqui a necessidade da morte de forma muito ampla, não se faz apologia a morte, não se gosta da morte, não se quer fazer gostar nem nada parecido com isto. O que se faz é apenas explicar. Toda aversão ou mesmo medo, em determinados casos, que temos para com a morte pode existir de forma necessária e adequada. E esta parte já também atinge outro ponto, onde a morte serve para repassar uma enorme quantidade de informações.

Pode-se perguntar como pode ser assim com os próprios seres vivos determinando sua morte sendo que a morte de cada ser vivo pode trazes desvantagem para a vida, realmente há desvantagem, mas no sentido amplo e nos moldes já determinados pela vida há maior vantagem para atender a necessidade primordial de manutenção da vida.

Dentre as desvantagens, se fosse o contrário, pode-se destacar que seres vivos que não tivessem morte com tendência para um tempo médio de vida, em determinadas condições teriam, ao mesmo tempo, tendência a ser mais covardes, a lutar com maior eficiência para fazer sua vida ter maior eficiência em detrimento de outras que mereceriam mais respeito, tenderiam mais ao egoísmo, teriam maior dificuldade de perceber a necessidade de trabalhar para o coletivo, teriam também menos força para encontrar propósitos para a vida. Dentre demais fatores, encontra-se outro prático (deve ser pensado apenas para entender a racionalidade): na imensa maioria das vezes é mais fácil reiniciar a produção da vida com novo nascimento do que reparar de forma indefinida.

A morte tem grande ligação com o “criador” (ancestral comum a todos seres vivos) que nos últimos milênios é representado e atua como Deus. De acordo com a maior força do “plano” por Ele pré-estabelecido, indivíduos mais velhos tendem a morrer primeiro do que os mais novos (este é um fator preponderante na decisão de morrer). Assim, filhos que perdem pais tem menos dificuldade de aceitar o fato como algo determinado por Deus do que pais que perdem filhos.

Realmente o “criador” criou o mecanismo da morte decidida com o fator preponderante para a tendência de que filhos perdessem pais e não o contrário. Mas, indivíduos jovens também decidem morrer, mas para isto os fatores que influenciam esta decisão devem ser muito mais fortes do que os necessários para que indivíduos de mais idade decidam morrer.

A palavra decisão não está sendo usada aqui no sentido comum já que a referida decisão não é feita pelo que se chama de consciência e sim pelo que se chama de inconsciente.


Predação

A seleção natural criada ocorre também por predadores. Matar outro ser vivo para “apenas” aproveitar seus nutrientes é algo que tende a desrespeitar o princípio primordial da vida, mas é algo que foi desenvolvido adequadamente para as circunstâncias, e claro isto ocorreu com muitas forças regulando e em sentido contrário. Uma das “utilidades” da predação está na seleção de menos aptos, ou seja, se tem seres menos aptos usando a energia, estes tendem a ter menos tempo de vida. Mas, é importante ressaltar que há nos predadores todo um conjunto de forças que tendem a fazer com que a relação presa/predador possa ser mais benéfica para o conjunto da vida. Por exemplo, um predador mesmo em condições de capturar uma presa, caso perceba nela algo de maior valor, além do que cada espécime carrega naturalmente, se perceber uma habilidade criativa maior ou um conhecimento maior já adquirido ou mesmo algo como uma vontade maior de continuar vivendo, pode o predador desistir da captura, mesmo considerando que possa fazê-la e precisando fazê-la.

Vale ressaltar, que no caso dos seres vivos como humanos que não tem o organismo como obrigatoriamente carnívoros, estes tiveram maior liberdade para aumentar o cérebro e o poder da consciência, mas em grande parte em demais animais terrestres isto não aconteceu, o que demonstra dois fatos: carnívoros tem certa dificuldade de perceber princípios primordiais devido a sua natureza e o outro fato é que o inconsciente que controla a evolução considerou mais adequado dar mais liberdade de consciência a seres vivos que possam tender a não ser carnívoros em certos momentos.


Seleção controlada por microorganismos

Vírus, bactérias, fungos e protozoários, dentre demais, recebem informações de diferentes seres vivos e podem se modificar ou serem modificados ou mesmo desenvolvidos a partir de outros seres vivos com a finalidade de sinalizar para determinada espécie algo. Ou seja, se uma espécie está se perdendo, não seguindo o principio primordial e, por exemplo, destruindo a natureza de forma até suicida. Neste caso, haverá toda uma sinalização no sentido de provocar modificações em seres vivos como vírus e bactérias de forma a provocarem doenças, mesmo em massa, para sinalizar o erro ou mesmo para diminuir o mal feito.

O último parágrafo acima lembra um pouco pensamentos muito vingativos, mas não é caso ou com a intensidade do caso, o controle não é feito de uma hora para outra, há todo um processo a respeito, há defesa para espécie e o objetivo é atender ao princípio primordial.

Neste sentido há reações dos seres vivos também quando se dificulta muito este mecanismo de controle. Por exemplo, as pessoas se tornavam imunes a doenças naturalmente, seja em contato com pessoas que continham vírus em forma enfraquecida, seja com a contaminação e depois a cura. Mas, nós intensificamos este mecanismo de imunização com o desenvolvimento de vacinas e me parece que uma resposta natural a esta forma de “burlar” o controle por vírus foi justamente o desenvolvimento da doença como a AIDS que ataca justamente o próprio sistema imunológico impossibilitando ou dificultando a produção de vacinas para este novo mecanismo.

Em outro exemplo, no caso mais atual do Zica Vírus, que parece atacar mais a capacidade cerebral de novos indivíduos de nossa espécie, possivelmente um conjunto de seres vivos “concluíram” que nossa espécie é responsável por destruição da natureza e possivelmente atribui estas ações a maior capacidade cerebral somada provavelmente a maior racionalidade em detrimento de sentimentos e assim se tendo maiores fatores para o comportamento de destruição da natureza. Desta forma, possivelmente, todo um conjunto de seres vivos desenvolveram mecanismos para atacar a maior capacidade cerebral de certos indivíduos. Isto pode explicar também o fato de um irmão gêmeo nascer com microcefalia decorrente do Zica Vírus e outro não, sendo que na gestação há relação com o Zica Vírus.

Muitas vezes é difícil perceber maior respeito ao principio primordial, pois a indução a competição está envolvida, muitas vezes de tal forma que parece preponderante. Mas, imagine, por exemplo, uma luta entre dois homens, enquanto, se analise de uma forma muito simplista, pode-se pensar que o único objetivo de um homem no combate é a destruição do outro, mas quando se nota que ambos tendem a não dar golpes baixos, que ambos tendem a não agir somente como covardes, não usando arma enquanto o outro está desarmado (mesmo sendo possível) e quando o que vence tende a não matar o outro, nestes aspectos, pode se observar maior respeito ao princípio primordial.

Há muitos casos que o controle é feito muito indiretamente, por exemplo, a maior sobrevivência de nossa espécie depende da existência das abelhas e nossa espécie tem destruído mais a natureza só que como a natureza não tem conseguido maior controle direto em nossa espécie tem se, ao que tudo indica, ocorrido controle sobre as abelhas diminuindo e até exterminando populações inteiras de abelhas em certas regiões.

Mas, de uma forma ou de outra, é importante perceber que o princípio primordial esta presente em todas as escalas, a não ser em caso de pura anomalia que é pouco provável considerando o extremo controle interno e externo nos seres vivos no mundo atual. Controle este que permaneceu em milhões e milhões de anos ou em até bilhões de anos.


Sempre deve haver controle

Quanto a “burlar” mecanismos de controle externo, é possível, até mesmo em relação a AIDS, apesar de não se ter conseguido produzir vacina, já aparecem métodos que parecem eficientes para se prevenir a AIDS com retrovirais. Mas, o mais provável é que sempre haverá mecanismos de controle enquanto houver vida, inclusive, e muitas vezes, mais fortemente, controle interno.

Por exemplo, o câncer pode ser provocado pelo próprio organismo individual, algo que é praticamente impossível de "burlar", a não ser de formas paliativas ou invasivas e a maior parte das prevenções encontradas tendem a atender ao principio primordial.

O câncer, apesar de parecer óbvio, é um importante mecanismo de controle diante dos fatos aqui apresentados, nestes fatos pode se ter dificuldade de se ter aceitação. Mas, para esclarecer é importante perceber a sofisticação de muitas modalidades desta doença, por exemplo, o câncer de mama, se desenvolve na mama inicialmente, depois entra na corrente sanguínea que é um ambiente muito hostil para células como as da mama, vence esta hostilidade e chega ao pulmão que é um órgão vital e assim pode provocar a morte. Obviamente, tal mecanismo sofisticado não é apenas um erro sem proposito algum. Na verdade há proposito e o principal é justamente abreviar ou finalizar o tempo da vida de acordo com cada caso.

Vale frisar que as informações devem ser usadas de forma adequada, não as isolando do contexto. Não se pode entender equivocadamente que as pessoas doentes não devam ser socorridas, que merecem o sofrimento ou a abreviação da vida sem ter antes nenhuma solidariedade. Na verdade, deve-se sim solidarizar, tentar socorrer (não de forma que pareça insana) e ajudar. E, inclusive, a boa relação com o coletivo, o carinho, o afeto, os cuidados externos são essenciais para o tratamento das doenças ou preveni-las. Seguir o princípio primordial, inclusive, praticando e repassando a informação adequada a frente, seja para quem cuida, seja para o enfermo é de suma importância para tratar e até impedir o progresso ou surgimento de doença.

Há necessidade de rever intervenções médicas também e passar a tratar o corpo com o devido respeito, reconhecendo que em cada célula do corpo se tem princípios. Um exemplo de tratamento médico inadequado está, por exemplo, em trabalhos de parto onde se pratica intervenções invasivas sem necessidade ou de forma que realmente se precise. O corpo da mulher tem mecanismos internos para o parto que foram desenvolvidos e aperfeiçoados por bilhões de anos, pois os mecanismos vêm sendo desenvolvidos desde espécies muito anteriores e mesmo assim há uma enorme quantidade de intervenções médicas que atrapalham o parto e provocam mortes, malefícios para o nascituro e para mãe, sendo que o melhor sempre é respeitar o corpo que depende de todo um rito decidido pelo mesmo e que intervenções invasivas certamente atrapalham o rito e trabalho natural, certamente o risco com intervenções na imensa maioria dos casos é enormemente maior do que o risco que se tem respeitando todo o controle que é feito pelo próprio corpo.


Funcionamento da vida de forma específica

Todo ser vivo, inclusive, microscópico, tem uma parte que fica mais reservada para o consciente e outra para o inconsciente. O consciente está mais voltado para as informações recebidas no momento e quanto ao armazenamento das informações de forma mais artificial e menos duradouro. Enquanto o inconsciente está mais voltado para as informações armazenadas no código genético e assim aos princípios fundamentais para a vida.

Inclusive, em uma bactéria parte da mesma esta mais voltada para o consciente e outra parte está voltada para o inconsciente. Já em animais há maior especialização, tendo todo um grupo, em algumas espécies enormes grupos, voltados para o trabalho de consciência.

Todo trabalho em um ser vivo é resultante de informações que forçam para diferentes sentidos, às vezes no mesmo sentido, aumentando a força, às vezes em sentido oposto diminuindo a força do sentido contrário e às vezes o vencendo e muitas vezes em sentidos diversos com influências diversas. O resultado matemático das diferentes forças resulta em uma ação seja interna ou voltada ao meio. Vale ressaltar que a todo momento podem estar surgindo novas forças, inclusive, com novas considerações, portanto ações anteriores que podem ser apenas ações do pensamento, podem mudar a todo tempo.

No caso das informações genéticas as mesmas se manifestam de acordo com cada realidade, por exemplo, quando alguém pensa se algum dia ela vai morrer no sentido mais simplista, as informações genéticas emitem força no sentido que sim. Mas, se pensa na morte de uma forma mais complexa pensando que, de alguma forma, ela pode não morrer e assim continuar, de certa forma, a viver, informações genéticas forçarão neste sentido. Mas, ainda se não houver representações deste pensamento na vivência da pessoa que reforcem o pensamento, então forças irão em sentido contrário, negando que, de alguma forma, continue a viver. Mas, ainda se houver representações fortes e razoáveis para a vivência da pessoa poderá assim ser formada uma convicção.

Ocorre, na realidade, é que há formas de se continuar vivendo. Através dos filhos a vida continua, através dos feitos a vida pode continuar, através da influência nos demais indivíduos que podem continuar até pela eternidade, inclusive, pode-se continuar vivendo através dos sentimentos das outras pessoas. Mas, enfim, as diversas formas de continuidade da vida são, muitas vezes, representadas de forma mais unificadas e significativas através de representações religiosas, mas, por outro lado, estas podem resultar em maiores erros se não houver maior ponderação a respeito.

Quanto ao sofrimento, resta esclarecer reforçando pontos. O sofrimento tem dois lados principais, um se refere a necessidade de atenção e sensibilização ao perceber sofrimento seja interno ou externo e o outro lado se refere a entender a necessidade do sofrimento sem desconsiderar o primeiro lado.

O sofrimento é um sinal para o corpo que serve principalmente para indicar uma necessidade de adaptação ou para perceber fatos para contribuir com o princípio primordial. Por exemplo, um homem A em desvantagem ao ter que enfrentar um homem B sentirá uma sensação muito ruim, uma sensação que indica que naquele momento ele poderá sofrer sérias agressões, perder a luta e até ficar com sequelas ou mesmo ser morto e o corpo do homem A precisa deste sinal para se adaptar a situação, pois não pode haver maior preparação sem real necessidade e o sofrimento ou medo é o sinal que é percebido internamente nas células. Assim o corpo do homem A se prepara de tal forma que ganha enorme força e resistência somada ainda a maior habilidade e velocidade de resposta. Assim o homem A pode ser salvo pelo seu sofrimento ou medo. O homem B se prepara menos, pois se vê em vantagem e assim pode perder mesmo estando inicialmente em vantagem. Mas, enfim, o exemplo foi dado para que se perceba como é utilizado o sofrimento e o medo.

Em outro exemplo, deste sentido, ocorre no trabalho de parto, geralmente uma mulher sofre muito durante o já citado trabalho de parto, o sofrimento serve para indicar de forma coordenada a necessidade de preparação de praticamente todo o corpo, cada célula podendo se preparar para o momento especial, tanto a mãe e o filho se preparam e também contam com demais controles naturais altamente sofisticados e assim, apesar de todas dificuldades, o parto normal é algo altamente seguro. Mas, o outro lado referente ao sofrimento resulta em interferência inadequada no parto. Mesmo quando se “opta” pelo parto normal se aplica, muitas vezes, fortes anestesias e uso de demais intervenções que podem ser desnecessárias, prejudicando sobremaneira o parto, provocando assim muitas vezes graves danos, dificuldades e até mortes.

O sofrimento, de regra, obviamente não deve ser desejado, pois ele serve justamente para desencadear reações contrárias ao sofrimento, mas é importante entender o sofrimento, para que serve e qual sua necessidade. Devo muito ressaltar que não é por entender a necessidade do sofrimento que o mesmo deva perder seus efeitos, principalmente do outro lado que se refere a necessidade de atenção e sensibilização ao perceber sofrimento seja interno ou externo, em outro ser vivo. Pois, deve-se, por exemplo, se preocupar com a gestante e a criança a nascer no caso como do exemplo de parto, deve-se procurar ajudar por todos os meios cabíveis, mas interferência internamente no organismo da mulher ou cortes invasivos ou maiores medicações devem ser evitadas se considerar a grande necessidade do processo natural, inclusive, envolvendo os sentimentos.

O sofrimento deve realmente despertar a solidariedade e este despertar deve ser seguido da melhor e com a maior força possível, isto atende claramente ao principio primordial, deve-se sentir pesar com a perda de alguém, deve-se demonstrar respeito adequado e deve procurar perceber tudo que se mostre adequado até com a morte. Caso a racionalidade acabe indicando a desnecessidade de sentimento e assim se sinta menos, então a racionalidade deve produzir reações tão adequadas ou melhores como as decorrentes dos sentimentos.

Os sentimentos servem para demonstrar uma informação de forma abrangente. Por exemplo, se uma pessoa sozinha em um lugar urbano escuro tende a sentir medo, este medo deve induzir pensamentos que demonstrem perigo para a pessoa, ela poderá pensar em algum personagem de filme de terror que tenha visto ou alguma fera, mas a pessoa ao racionalizar a situação pode entender que aquele medo serve, para o caso, apenas para alertar sobre risco de um ataque de outra pessoa como em um assalto e assim se este entendimento for aceito pelo o corpo, então haverá uma tendência para o medo automaticamente diminuir ou cessar, pois a mensagem do sentimento já estaria atendida.

No início da vida enquanto se formavam os sentimentos, diversos acontecimentos registrados tinham efeitos semelhantes, por exemplo, no caso da produção da dor, para esta existir ocorreu que se registrava diversos acontecimentos que atentavam contra a vida, logo para sintetizar, facilitar, ao mesmo tempo de se ter maior abrangência, se relacionou algumas substâncias como forma de representear estes registros de acontecimentos. Assim novos registros semelhantes aos já registrados e relacionados as respectivas substancias se ligavam. Assim pode-se produzir a dor ou o medo. Em tempos atuais eventos do cotidiano que se assemelham aos registrados (de forma sintética, compacta) se relacionam a dor ou ao medo.


O que é recomendável atualmente

Este trabalho, de forma muito análoga aos contos bíblicos, pode ser comparado ao fruto proibido, só que em tempos atuais é parte de Deus que está entregando o fruto a demais partes (Deus não está mais proibindo). Do conto bíblico surgem questões: porque Deus não queria que o homem tivesse maior conhecimento? A resposta que pode ser dita, ao menos como metáfora e de forma simplificada é: o conhecimento pode ser usado de forma absurda e de forma totalmente contrária ao princípio primordial. Esta resposta não é difícil de entender, pois temos esta cautela com crianças até que as mesmas amadureçam para poderem usar o conhecimento de forma adequada.

Outra pergunta pode ser: a humanidade amadureceu o suficiente para ter maior contato com este conhecimento? Quanto à segunda pergunta, a resposta não é a mais quista, pois descrever o conhecimento não se mostra possível mais devido ao amadurecimento da humanidade (talvez sim de alguns indivíduos), mas devido principalmente a condições atuais que mostram que o conhecimento tende a não piorar, pois coisas das mais absurdas são feitas de forma que contrariam claramente o principio primordial, que o que se pode esperar desta descrição do conhecimento, com as devidas ressalvas, é que melhore, certamente poderá haver mau uso, mas o bom uso deve prevalecer, prevalência de bom uso que se espera em comparação com as condições atuais.

Vale para a parte do presente trabalho destacar outro ponto: a diversidade é um dos mais importantes recursos para atender o princípio primordial (sentido diferente do descrito por Pitágoras e outros divergentes do aqui descrito), mas é também um grande problema e este grande problema também é usado para atender ao principio primordial. Todos indivíduos e grupos tendem a competição de forma que seja saudável para atender o principio primordial, pois assim tendem a ser mais eficientes e a poderem garantir mais a existência da vida. Ocorre que, muitas vezes, há equívocos em interpretação da tendência e esta pode ter efeito contrário, de tal forma, que chegue a não compensar o benefício da competição. Mas as diversas formas de controle tendem a vencer estes equívocos, apesar de muitas vezes não conseguir.

Ocorre também que devido à possíveis casos de extrema limitação de recursos, infelizmente, em determinadas condições, haverá necessidade de sobreposição de um grupo sobre outro, por exemplo, um grupo que não se alimenta do outro, em condições mais extremas tenderá a se alimentar do outro grupo, podendo ser até grupo próximo e em condições enormemente extremas como as que podem provocar extinção de toda vida, indivíduos de uma mesma espécie podem tender a alimentar de sua própria espécie, mas mesmo nestas condições muito extremas haverá procura por distinguir indivíduos com a finalidade de formar grupos e esta distinção pode ser, por exemplo, de qualquer tipo desde regional ou mesmo de comportamento. Mas, é importante perceber que as ações devem ter medidas adequadas. Durante grande parte da história conhecida da humanidade, apesar de haver condições muito ruins, não houve condições extremas que justificassem canibalismo, por exemplo. E este ocorreu, o que demonstra erro e desrespeito ao principio primordial.

Erro e desrespeito ao principio primordial ocorrem a todo tempo no mundo atual, ao que mais observo na humanidade, provavelmente por maior liberdade de comportamento sem as condições adequadas para usá-la. Há disputas em grupos de forma claramente injustas, não saudáveis, sem que haja condições que justifiquem. Neste caso há necessidade de informar adequadamente as pessoas para que as mesmas produzam sentimentos ou raciocínios adequados e tomem decisões adequadas.

Quanto as diversas formas de representações divinas, vale destacar os aspectos relacionados as circunstâncias. Tanto representações politeístas quanto monoteístas podem ser adequadas dependendo das circunstâncias. A conservação e não conservação dos mesmos entendimentos quando se muda as circunstancias também pode ser adequado. E imagine, por exemplo, para as plantas? Qual seria a melhor representação de Deus ou de Deuses para as plantas? E para bactérias? E para nossos antepassados em espécies anteriores, mesmo que próximas em alguns milhões de anos? Certamente, se analisar em profundidade, o que você imaginar para estes e outros possíveis exemplos será diferente de qual representação possa se mostrar adequada para você atualmente. E continuando com demais manifestações, a dúvida e a perplexidade também pode ser adequada para que se possa produzir melhor adequação futura. Quanto a manter culturas e sentimentos, mesmo que se mostrem ultrapassados, também pode ser adequado, considerando que as mudanças podem ser passageiras, e, de alguma forma, esta conservação pode ser necessária em futuras circunstâncias. Claro que uma medida adequada é uma melhor opção, por exemplo, uma espécie ou um ecossistema só deve adotar meios com possibilidades muito remotas de realmente serem necessários se e somente se os meios com possibilidades de maior probabilidade já tiverem sido atendidos.


Conclusão

Diante do exposto, é importe perceber a necessidade de preservar e fomentar a diversidade da vida em nossa biosfera, considerando que toda diversidade de seres vivos aqui presentes são os que mais podem garantir a existência da vida neste planeta e isto está demasiadamente provado, inclusive, com bilhões de anos de confirmação. Ao mesmo tempo deve-se utilizar os recursos tecnológicos atuais e aperfeiçoá-los, devendo haver grande foco em trabalhos espaciais. Os combustíveis que mantêm a vida aqui vão acabar, até, inclusive, o do nosso sol. E devido a distâncias astronômicas, não se deve evitar esforços para expansão da vida em outros mundos, devido as esperadas dificuldades e possíveis urgências, inclusive, desde já, pois para alguns aspectos pode-se ter muito tempo, mas este pode ser exatamente o indispensável. Por fim, para que tudo seja possível da melhor forma, indispensável é todos compreenderem, de uma vez por todas (ou quase isto), que todos nós somos uma parte de algo maior, da vida como um todo, de Deus, que ainda se apresenta como melhor representação atual.


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